Na direção certa

Volante

Você já parou pra pensar em como segura o voltante? Parece algo bem intuitivo, mas se prestar atenção, você vai perceber que muitas vezes fazemos isso da maneira errada, aplicando mais força que o necessário.

As mãos possuem terminações nervosas que funcionam como sensores para nosso corpo na interação com a máquina. Através das mão podemos sentir a aderência dos pneus, vibrações e reações no veículo que nos permitem maior controle.

APENAS UMA FUNÇÃO

O volante do kart tem por função dar ao piloto o controle da direção do veículo. Esse controle é realizado com o giro deste componente, apenas com o giro! Não adianta nada puxar ou empurrar o volante, e acredite, muitas vezes fazemos isso sem perceber.

Aplicando forças desnecessárias no volante, acabamos cansando o braço, perdendo rendimento. Isso pode ser a diferença entre uma vitória e não chegar no pódio, principalmente em corridas de endurance.

Um bom banco, bem posicionado, é fundamental para tirar essa carga dos braços. Seu corpo deve estar bem apoiado no banco para que não seja necessário se segurar no volante, mantendo sempre a força nos braços necessária para controle do kart.

No vídeo abaixo podemos ver como é a tocada de Rubens Barrichello, guiando um kart das 500 Milhas de Kart KGV. Repare que as mãos ficam firmes no volante, mas aparentemente de maneira confortável. Os dedos indicadores fica ligeiramente voltado para cima, o que demonstra que o piloto não precisa fazer grande pressão no volante para ter aderência ao volante.

O mesmo podemos perceber na guiada do Stock Car. A precisão no volante é facilitada pela direção hidráulica, permitindo mais sensibilidade e controle pelo piloto.

FEEDBACK

Como o volante está diretamente ligado ao controle de direção do veículo, é importante ter uma boa sensibilidade nas mãos para sentir o feedback do volante.

De acordo com o comportamento do kart, uma saída de frente ou de traseira, pode ser percebida no volante, que fica mais “leve” ou mais “pesado” de girar.

As vibrações sentidas através do volante mostram se estamos próximos do limite de aderência do carro, ou se estamos no overdrive.

Uma dica para melhorar essa sensibilidade é ter uma postura de mão confortável e que permita a circulação do sangue, o que mantem a boa sensibilidade dos nervos da mão.

70/30

Outro fator importante é a relação 70×30, que tomo a liberdade de usar o vídeo do piloto Luiz Cazarré, que já participou algumas vezes aqui no KartBuzz, e que é colunista do site KartAmadorSP.

GRIP É FUNDAMENTAL

Quando o volante não tem uma boa aderência, precisamos apertar mais forte o volante para conseguir girá-lo. Com isso, além do desgaste físico, perdemos também uma parte da sensibilidade no volante.

Ter um bom volante e uma boa luva facilitam muito o controle do kart e permitem sentir cada movimento. Lavar as luvas com frequência ajudam a manter um bom grip, mas se sua luva estiver muito velha, então é hora trocá-la.

Essa precisão e sensibilidade proporcionada pelo volante são tão importantes que existem especialistas que fazem o molde dos volantes para os pilotos profissionais. Um dos mais conhecidos é Ed Dellis, também conhecido como The Steering Wheel Guy.

Ele desenvolve volantes para os melhores pilotos mundo, tendo como um dos seu cases de sucesso o piloto brasileiro Emerson Fittipaldi. Veja um pouco de sua história neste vídeo.

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Fonte
www.steeringwheelguy.com
startinggrid.org/2012/04/05/want-to-be-faster-start-by-loosening-your-grip/#more-6521
www.kartamadorsp.com.br

  • Luiz Cazarré

    Opa, muito obrigado pela citação! Essa questão técnica faz muito diferença, mas é um assunto bastante pouco conhecido.

    • Mono

      Boa Cazarré